हंस गीता (श्रीमद्भागवत महापुराण एकादश स्कन्ध - सनकादि-हंस संवाद सटीक)
Hansa Gita from Srimad Bhagavata Purana with Commentary
भगवान् हंस अवतार / महर्षि वेदव्यास द्वारा
प्रारंभिक पृष्ठ एवं भागवत एकादश स्कन्ध पीठिका
Haṁsa Gītā
Bhāgavata Purāṇa, 11.13
Tradução da versão em inglês por
Eleonora Meier - 2024.
O Conhecimento Espiritual
Transmitido pelo Cisne Divino
OM
O Senhor disse:
- Sattva, rajas e tamas são os atributos do intelecto
(buddhi, aqui denominado prakṛti) e não do Eu.
Portanto, por (reforçar o atributo de) sattva, deve-se
superar (as tendências de) os outros dois (ou seja,
rajas e tamas) e então, desenvolvendo sattva (na
forma de tranquilidade perfeita) deve-se subjugar o
próprio sattva (caracterizado por virtudes como
veracidade etc.).¹ - Quando sattva se torna dominante, ele desenvolve
no homem o dharma que é caracterizado pela
devoção a Mim. Sattva se desenvolve pelo uso de
coisas sátvicas e então leva ao dharma da natureza
da devoção a Deus. - A retidão caracterizada pela devoção a Mim é a
melhor forma de virtude. Ela aumenta a potência de
sattva que elimina rajas e tamas. Quando esses dois
são erradicados, a iniquidade, que tem origem
nesses dois, é automaticamente exterminada.
¹ [“Livre-se do espinho do ‘pecado’ com o espinho da virtude, e
depois jogue fora os dois.”]
2
- Escrituras, águas, santos, lugares sagrados,
tempo, atos, nascimento, meditação, mantras e ritos
purificatórios – esses dez fatores são determinantes
na promoção de um guṇa.¹ - (Desses) tudo o que é aprovado como sátvico por
aqueles que são peritos nos Śāstras e de raciocínio
maduro é (seguramente) sátvico; (os atos etc.) que
eles criticam são tamásicos e aqueles em relação
aos quais eles são indiferentes são rajásicos. - Para o desenvolvimento do sattva guṇa, deve-se
fazer uso de coisas sátvicas.² O sattva guṇa leva à
retidão da qual surge a sabedoria espiritual que
(continua se desenvolvendo até que) resulta na
obtenção da Autorrealização que elimina a
ignorância e os guṇas pelos quais os corpos denso
e sutil passam a existir.³
² (1) Escrituras que levam à renúncia ao saṃsāra; (2) águas
sagradas; (3) [proximidade ou estudo dos ensinamentos de]
reclusos ou santos que renunciaram à família e ao saṃsāra; (4)
[Visita a lugares sagrados.] (5) Brāhma-muhūrta [momento
auspicioso] para meditação; (6) Deveres religiosos diários; (7)
Nascimento, ou seja, iniciação no caminho do conhecimento
que leva à Libertação; (8) meditação no Eu; (9) Mantras como
OM; (10) Ritos purificatórios relativos à própria mente.
³ Ao argumento de que o conhecimento surge por ouvir o
grande provérbio “Aquilo Tu és” e, portanto, o desenvolvimento
de sattva ou dharma é supérfluo, explica-se que o
conhecimento espiritual aumenta na medida em que se percebe
a unicidade de jīva e Deus e a ignorância que causa a
escravidão ao corpo sutil e denso desaparece.
3
१. सनकादि-हंस संवाद, मन-विषय सम्बन्ध व कैवल्य-बोध
- Assim como o incêndio florestal causado pela
fricção de bambus se extingue depois de queimar
completamente a floresta de bambus, da mesma
forma esse corpo que é produto das forças desiguais
dos guṇas deixa de existir pelo atrito mútuo e
destruição dos guṇas.
Udhava disse: - Como é que as pessoas se entregam aos prazeres
dos objetos dos sentidos assim como fazem os cães,
as mulas ou as cabras, embora a maioria dos mortais
geralmente saiba que o desfrute desses objetos é
fonte de calamidades?
O Senhor respondeu: - A noção deturpada de “eu”⁴ (identificação do corpo
com a alma) surge no coração de uma pessoa iludida
com tamanha força que o terrível rajas toma posse
(completa) da mente embora (originalmente) ela (a
mente) nasça de sattva. - Na mente de uma pessoa atormentada por rajas
surge a princípio a noção da desfrutabilidade de um
objeto, e então as características específicas
agradáveis (e pensamentos sobre os modos e meios
de alcançá-las) se enraízam profundamente nela.
Por fim, devido ao pensamento constante sobre os
⁴ De que se é o autor independente de uma ação.
4
aspectos excelentes dos objetos, uma paixão
irresistível por eles é gerada na mente daqueles de
tal noção deturpada.
11. Sendo completamente diluído (e varrido) pela
veemência de rajas, ele perde o controle sobre seus
sentidos e órgãos e, estando à mercê de seus
desejos carnais, se lança na ação, embora preveja
claramente suas consequências dolorosas.
12. Mesmo que o homem de conhecimento e
sabedoria possa ter seu intelecto distraído e
dominado por rajas e tamas, ele deve assiduamente
e com controle alerta subjugar a mente e,
percebendo as más consequências (do desfrute de
tais objetos), não deve se apegar a eles.
13. Tendo conquistado estabilidade ou postura
corporal e controle sobre a respiração, deve-se, no
horário fixo adequado, gradualmente concentrar a
mente em Mim com vigilância e sem se sentir
desanimado (em caso de distrações).
14. Os meios pelos quais a mente pode ser afastada
de todos os outros objetos e ser correta e facilmente
concentrada em Mim foram proclamados por Mim
através dos meus discípulos como Sanaka e outros.
Uddhava perguntou:
5
- Qual forma você assumiu quando transmitiu o
conhecimento desse Yoga para Sanaka e outros (já
que eles foram os primeiros da criação e, como tais,
muito anteriores a você) que nasceu no fim de
Dvāpara?
O Senhor respondeu: - Sanaka e outros, os filhos nascidos da mente do
deus Brahmā, perguntaram ao pai deles sobre a fase
sutil e final do Yoga (ou o conhecimento ou
realização do Senhor).
Sanaka e outros perguntaram: - Ó Senhor! A mente naturalmente se apega (e
entra) nos objetos de prazer, enquanto os objetos
(assim desfrutados) entram na mente (implantando-
se como latências). Como é que uma pessoa que
deseja transcender ambos, a fim de se libertar do
saṁsāra, pode se livrar deles mutuamente?
O Senhor disse: - A essa apresentação do problema, o grande
Deus Brahmā, o Autocriado, o Criador de todos os
seres, refletiu profundamente a respeito, mas como
a mente dele estava absorta na atividade de criação,
ele não conseguiu identificar a raiz da questão. - Com o desejo de saber a solução do problema o
deus Brahmadeva concentrou a mente em Mim.
6
Assumindo a forma de um cisne⁵ Eu apareci perto
dele.
20. Ao Me verem, eles se aproximaram de Mim e se
curvaram aos Meus pés, com o Deus Brahmā como
seu líder, eles me perguntaram (através de Brahmā)
“Quem é você?”
21. Quando Eu fui assim abordado pelos sábios que
estavam ansiosos para saber a Verdade, por favor,
ouça com atenção, ó Uddhava, o que Eu expliquei a
eles.
22.⁶ Se não há diferença ou multiplicidade na
Realidade (ou seja, na entidade real) da Alma (e se
vocês estão fazendo a pergunta em relação à Alma),
como é que essa pergunta pode surgir, ó brâmanes,
como, e com que base Eu posso responder (pois,
devido à unicidade da Alma, Eu deixo de ser uma
entidade distinta).
23. (Se a sua pergunta é relacionada a esse Meu
corpo físico isso é igualmente sem sentido.) Quando,
⁵ Assim como um cisne tem a capacidade de separar o leite da
água (se uma mistura dos dois for apresentada a ele), o Senhor
foi até lá para mostrar-lhes o processo de separar os objetos
dos sentidos da mente.
⁶ A pergunta “Quem é você” é insustentável, pois tanto as
entidades sencientes quanto as não-sencientes e o
Paramātman são um só. Pois Eu sou o Controlador Interno de
todos vocês – os questionadores.
7
श्रीमद्भागवतम् - एकादश स्कन्धः - त्रयोदशोऽध्यायः (हंसगीता)
(श्लोक २३ का अवशिष्ट अंश / पूर्व संदर्भ):
वास्तव में (समस्त प्राणियों के भौतिक शरीरों के संघटक तत्वों की दृष्टि से) सभी प्राणी एक ही तत्व से निर्मित हैं क्योंकि वे सब उन्हीं पाँच स्थूल महाभूतों से बने हैं। अतः "आप कौन हैं?" यह प्रश्न केवल एक शाब्दिक अभिव्यक्ति मात्र है जिसका कोई वास्तविक अर्थ नहीं है।
॥ श्लोक २४ ॥
मनसा वचसा दृष्ट्या गृह्यतेऽन्यैरपीन्द्रियैः ।
अहमेव न मत्तोऽन्यदिति बुद्धध्वमञ्जसा ॥ २४ ॥
पदच्छेदः:
मनसा, वचसा, दृष्ट्या, गृह्यते, अन्यैः, अपि, इन्द्रियैः, अहम्, एव, न, मत्तः, अन्यत्, इति, बुद्धध्वम्, अञ्जसा।
अन्वयः:
मनसा वचसा दृष्ट्या अन्यैः इन्द्रियैः अपि यत् गृह्यते तत् अहम् एव, मत्तः अन्यत् न (अस्ति), इति अञ्जसा बुद्धध्वम्।
हिन्दी अनुवाद:
२४. कृपा करके आप सब यह भली-भाँति और दृढ़तापूर्वक समझ लें कि मन से, वाणी से, दृष्टि से अथवा अन्य किसी भी इन्द्रिय से जो कुछ भी ग्रहण (अनुभव) किया जाता है, वह सब मैं ही हूँ, मुझसे भिन्न कुछ भी नहीं है।
॥ श्लोक २५ ॥
गुणेष्वाविशते चेतो गुणाश्चेतसि च प्रजाः ।
जीवस्य देह उभयं मद्रूप उभयं त्यजेत् ॥ २५ ॥
पदच्छेदः:
गुणेषु, आविशते, चेतः, गुणाः, चेतसि, च, प्रजाः, जीवस्य, देहः, उभयम्, मद्रूपः, उभयम्, त्यजेत्।
अन्वयः:
हे प्रजाः! चेतः गुणेषु आविशते, गुणाः च चेतसि (आविशन्ति), उभयं जीवस्य देहः, मद्रूपः (जीवः) उभयं त्यजेत्।
हिन्दी अनुवाद:
२५. हे मेरी प्रजाओं (ब्रह्मा के पुत्रों / मेरे पौत्रों)! चित्त (मन) विषय-गुणों में प्रविष्ट हो जाता है और विषय मन में (संस्कार रूप से) प्रविष्ट हो जाते हैं। ये दोनों (मन और विषय) मिलकर जीव की उपाधि (देह) बनते हैं। मुझ आत्मस्वरूप में स्थित होकर जीव को इन दोनों का त्याग कर देना चाहिए।
॥ श्लोक २६ ॥
गुणेषु चाविशच्चित्तमभीक्ष्णं गुणसेवया ।
गुणाश्च चित्तप्रभवा मद्रूप उभयं त्यजेत् ॥ २६ ॥
पदच्छेदः:
गुणेषु, च, आविशत्, चित्तम्, अभीक्ष्णम्, गुणसेवया, गुणाः, च, चित्तप्रभवाः, मद्रूपः, उभयम्, त्यजेत्।
अन्वयः:
अभीक्ष्णं गुणसेवया चित्तं गुणेषु आविशत्, गुणाः च चित्तप्रभवाः, मद्रूपः (सन्) उभयं त्यजेत्।
हिन्दी अनुवाद:
२६. मेरे साथ अपने एकत्व (एकात्मता) का साक्षात्कार करके, जीव को उस चित्त का त्याग कर देना चाहिए जो विषयों के निरंतर सेवन से उनमें उलझा रहता है, तथा मन से उत्पन्न उन विषय-भोगों का भी त्याग कर देना चाहिए जो चित्त पर अपने संस्कार (स्मृतियाँ) अंकित करते हैं।
पाद-टिप्पणी (Footnotes):
[७] इस ज्ञान (आत्म-साक्षात्कार) की अग्नि द्वारा विषय-भोग और मन दोनों दग्ध (भस्म) हो जाते हैं।
[८] विषय-भोगों और मन का यह संयोग जो देह का निर्माण करता है, वह वास्तव में जीव पर आरोपित एक उपाधि (सीमित करने वाली अवस्था) है, जबकि जीव तात्विक रूप से साक्षात् ब्रह्म ही है।
- Vigília, estado de sonho e sono profundo são os
três estados da mente causados pelo domínio dos
três guṇas; conclui-se definitivamente então que o
jīva, por ser a testemunha desses estados, é distinto
deles. - Como essa escravidão é sobreposta ao Ātman
por buddhi (mente ou intelecto) e é, portanto, a causa
do saṃsāra (envolvimento no ciclo de nascimentos e
mortes) e como isso (erroneamente) atribui as
funções dos guṇas ao Ātman, deve-se se
estabelecer firmemente em Mim que, como o quarto
estado, transcendendo esses três estados (e assim
abandonar essa escravidão). E dessa maneira a
mente e os objetos dos sentidos se separam
(automaticamente). - Compreendendo totalmente que a escravidão é
causada à Alma devido ao ahaṁkāra (identificação
falsa do corpo com a Alma) e que isso compromete
a natureza original bem-aventurada da Alma, e é,
portanto, a causa da miséria, deve-se abomina-lo.
Deve-se (então) se estabelecer (através da
meditação) no quarto estado, [ou seja, turīya] e
descartar todos os pensamentos sobre objetos dos
sentidos e (se livrar) do medo do saṃsāra. - Enquanto a noção relativa à realidade da
diversidade (no mundo) não for completamente
eliminada por meio de vários raciocínios, o homem
9
permanece (praticamente) adormecido (isto é,
ignorante), embora ele esteja acordado, ou seja,
diligente na realização de karmas, como um
sonhador que pensa estar acordado enquanto está
realmente em um sonho.
31. Todos os objetos exceto o Eu (como o corpo
físico etc.) sendo irreais, as diferenças criadas por
eles (por exemplo, diferença em varṇas, castas e
āśramas (fases da vida), as metas prometidas
(divindade no céu etc.) e suas causas (ou seja, atos
prescritos nos Vedas para atingir essas metas) são
todos irreais e inexistentes como as cenas de um
sonho.
32. Aquele que, no estado de vigília, experimenta
através de todos os seus órgãos dos sentidos
cognitivos e conativos os objetos externos que são
transitórios e mudam a todo momento, que,
enquanto no estado de sonho, desfruta mentalmente
de objetos semelhantes (àqueles percebidos no
estado de vigília) e que, no sono profundo, recolhe
todos eles, é um e o mesmo, o controlador de todos
os órgãos dos sentidos e a testemunha dos três
estados (de vigília, sonho e sono profundo), pois ele
(sendo o fator comum nesses estados), se lembra de
todos eles.
33. Tendo raciocinado assim logicamente e chegado
à conclusão definitiva de que esses três estágios da
10
२. त्रिगुण-त्याग, आत्म-तत्त्व प्रतिष्ठा व फलश्रुति
mente (descritos acima) são causados pelos (três)
guṇas (de māyā) e sobrepostos a Mim (como jīva)
pela Minha própria potência ilusória, e tendo
aniquilado o ego (ahaṁkāra), a raiz e receptáculo de
todas as dúvidas (sobre a igualdade entre o
Paramātman e o jīva, a pluralidade de jīvas etc.) com
a espada do conhecimento afiada pela inferência
(formulada por concomitância e descontinuidade
lógica), pelos preceitos dos santos (bem como) pelos
textos śruti (Brahma Sūtras e Upaniṣads), a pessoa
deve Me contemplar como o Habitante do seu
coração.
34. Deve-se perceber que esse (mundo fenomênico)
é simplesmente uma ilusão, apenas uma peça ou
obra da mente, que é meramente aparente e
evanescente, extremamente instável como a ilusão
de um círculo traçado por uma tocha giratória. Deve-
se entender que a consciência, embora seja uma só,
aparece como muitas e que a diferença tripla nos
estados provocada pela projeção dos três guṇas
nada mais é do que māyā (ilusão).⁹
⁹ Deve-se [também, do ponto de vista absoluto] constatar que a
noção de que o Paramātman se torna muitos sob diferentes
condições é uma noção errônea. Considerar Vijñāna ou o
Brahman bem-aventurado como diferente em diferentes formas
é um equívoco. Essa é a noção errônea projetada pelos três
guṇas, falhas e outras condições.
11
- Tendo desviado o olhar (pensamentos) disso (o
mundo visível, o corpo etc.), a pessoa deve se livrar
de todos os anseios (as eṣaṇās – desejo por
dinheiro, reputação etc.) e permanecer inativa e
silenciosa. Tornando-se assim livre de desejos, ela
deve permanecer absorta na bem-aventurança da
Autorrealização. Se, apesar disso, o corpo etc. é
percebido (quando não se está em meditação) por
puras necessidades físicas como fome, sede,
chamados da natureza etc.), ele, uma vez tendo sido
descartado como irreal (e algo diferente do puro
Ātman), não (será poderoso o suficiente para) criar
qualquer equívoco ou ilusão (e perturbar a
meditação), embora a memória ou as impressões do
corpo ou do mundo fenomênico possam permanecer
até a morte do corpo. - Aquele que atingiu a perfeição em sabedoria
espiritual (e está absorto na bem-aventurança da
Alma) não está consciente se seu corpo transitório
está na postura sentada ou em pé, embora por meio
desse mesmo corpo ele tenha constatado a natureza
essencial de seu Ātman. Ele não está ciente se seu
corpo vem ou vai para algum lugar de acordo com
seu karma ou a vontade do Senhor, assim como um
homem completamente embriagado de vinho não
está consciente se sua roupa está em corpo ou não. - Enquanto o fundo de méritos e deméritos
(karmas) que deu origem ao corpo não se esgota,
12
esse corpo (junto com seu princípio vital e órgãos
dos sentidos) definitivamente continua a sobreviver,
pois ele está sob o controle da Providência. Mas
aquele que dominou todos os estágios do Yoga até o
estágio final chamado samādhi (concentração e
absorção perfeita no Ātman) e efetuou a Realidade
não recorre ao mundo irreal onírico (seu corpo,
parentes, propriedades etc.) mais do que uma
pessoa desperta aos objetos de sonho.
38. O que foi explicado por Mim agora para vocês, ó
brâmanes, é a essência secreta dos caminhos de
Sāṅkhya e Yoga. Por favor, saibam que eu sou Yajña,
o próprio Senhor Viṣṇu, e vim aqui com o objetivo de
ensinar (e explicar) a vocês (o segredo do) caminho
correto.
39. Eu sou a meta final dos caminhos de Sāṅkhya e
Yoga, da virtude (tanto em seus aspectos teóricos
quanto práticos), da coragem, da prosperidade, da
glória e do autocontrole, ó melhores dos brâmanes.
40. Todos os atributos excelentes, como
imparcialidade e desapego, que não são causados
pelas qualidades como sattva, rajas e tamas,
encontram um refúgio em Mim, que sou desprovido
de qualidades comuns e desejos superiores, o Amigo
(de todos os seres), mais ainda, a própria Alma de
todos eles.
13
- Dessa forma, as dúvidas dos sábios como
Sanaka e outros foram esclarecidas por Mim. Tendo
Me adorado com devoção intensa, eles Me
glorificaram com hinos e louvores. - Devidamente adorado por eles e celebrado em
hinos pelos grandes sábios, Eu retornei para a Minha
própria região enquanto Brahmā e outros sábios
observavam.
OM
14